
O crescimento do mercado de alimentos artesanais trouxe maior valorização de produtos caseiros, com apelo de qualidade e tradição. No entanto, quando esses produtos são comercializados, especialmente em feiras, empórios ou e-commerce, passam a estar sujeitos às normas de rotulagem nutricional.
No caso dos biscoitos artesanais, a tabela nutricional é uma ferramenta técnica e estratégica. Além de atender à legislação, ela contribui para transparência, diferenciação de mercado e construção de credibilidade junto ao consumidor.
A tabela nutricional é a declaração padronizada das informações sobre valor energético e nutrientes presentes no alimento, expressa por porção e, obrigatoriamente, por 100 g ou 100 ml.
Para biscoitos artesanais, normalmente a porção é definida em gramas (por exemplo, 30 g ou 2 unidades, dependendo do peso individual). A padronização da porção deve seguir critérios estabelecidos pela legislação vigente.
Na comercialização formal, a tabela nutricional deve conter, no mínimo:
Esses valores podem ser obtidos por meio de análise laboratorial ou cálculo teórico, utilizando tabelas oficiais de composição de alimentos, a partir da formulação padronizada da receita.
A composição do biscoito influencia diretamente seu perfil nutricional.
Biscoitos à base de farinha de trigo refinada e açúcar apresentam maior teor de carboidratos simples e menor teor de fibras. Já formulações com farinha integral, aveia ou sementes elevam o teor de fibra alimentar.
O tipo de gordura utilizada também altera o perfil lipídico. Manteiga contribui com gordura saturada de origem láctea, enquanto óleos vegetais modificam a proporção de ácidos graxos. Recheios, coberturas e inclusões como chocolate, castanhas ou doce de leite aumentam o valor energético total e o teor de açúcares e gorduras.
Portanto, pequenas alterações na receita podem gerar diferenças significativas na declaração nutricional.
Os equívocos mais comuns na rotulagem de biscoitos artesanais incluem:
Outro ponto crítico é a divergência entre o peso declarado na embalagem e o peso real do produto, o que impacta diretamente os valores por porção.
Se o produto for destinado exclusivamente ao consumo próprio ou doado sem fins comerciais, não há exigência.
Entretanto, quando há comercialização regular — mesmo em pequena escala — a rotulagem nutricional passa a ser obrigatória, conforme normas sanitárias brasileiras. A ausência dessas informações pode resultar em autuações e impedimento de venda.
Além da exigência legal, a tabela nutricional agrega valor ao produto. Consumidores cada vez mais atentos buscam informações sobre teor de açúcar, fibras e calorias antes da compra.
Elaborar corretamente a tabela nutricional permite:
A profissionalização da rotulagem é um passo essencial para quem deseja escalar a produção artesanal.
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Somos uma empresa júnior, da Universidade Federal de Santa Catarina, de acordo com a Lei 13.267/2016, e realizamos projetos de consultoria em engenharia química e engenharia de alimentos.
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